terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ouça lá, Sr. Primeiro Ministro

- Considerando que todos os dias centenas de pessoas caiem no desemprego;

-Considerando que a maioria dessas pessoas andarão pelos 50 anos de idade, com 20-30 anos de trabalho e pagamento de impostos;

-Considerando que terão direito a 36 meses ou mais de subsídio de desemprego;

-Considerando que dificilmente voltarão a encontrar trabalho;

-Considerando que não será nos próximos anos que a taxa de desemprego passará a ter um único dígito:

Pergunto:

-Quanto custa formar e requalificar estes desempregados?

-Quanto custa pagar os subsídios de desemprego mais as prorrogações?

-Quanto custa mandar esta gente, nesta faixa etária, excepcionalmente, para a reforma?

É só fazer as contas... mas se calhar esta última hipótese é a mais económica,mais prática nesta conjuntura e mais capaz de dar frutos para o futuro.

Porque assim, para além de termos uma taxa de desemprego mais bonita para mostrar lá para fora, ficaríamos com gente jovem, essa sim, merecedora de investimento em formação e qualificação, e com muitos anos de vida activa pela frente.

Faço-me entender?

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