
Não percebo porquê tantos milhões para "salvar" o sistema financeiro.
Não percebo porque apoiando o sistema financeiro, se dinamiza a economia.
Não percebo porque a teoria de deixar "cair os ramos podres para que os sãos cresçam mais depressa" não se aplica à banca e instituições financeiras.
Não percebo porque, em vez disso, não se apoia o tecido empresarial português, completamente descapitalizado, depois de terem sido espremidos até ao tutano por essa banca agora tão apoiada.
Não percebo porque o Estado agora vai dar aval aos bancos. Quando foi do Plano Mateus, também prometeram dar aval às empresas cumpridoras, e esse aval nunca foi dado!
Não percebo porque não se facilita (não disse perdoar!) o pagamento de impostos aos contribuintes com dívidas, sem lhes exigirem garantias bancárias e dação de bens em pagamento. É que há muito boa gente que não tem dinheiro, e, consequentemente não tem crédito para apresentar garantias ou seguros de caução, mas que se pudesse ir pagando em prestações, o faria, e o Estado arrecadaria mais dinheiro.

Uma ida às Finanças
Imaginemos que eu devo 5.000 euros de IRS, mas só tenho 2.000 para pagar até à data limite. O que acontece? Não posso pagar os 2.000 euros. Não mos recebem.
Tenho de esperar 30 dias para que a dívida vá para relaxe. Depois, com custas e juros, já posso pagar a totalidade ou pedir o pagamento em prestações. Para poder pagar em prestações, tenho de apresentar uma garantia bancária igual ao valor em dívida mais 25%. Mas tenho de me apressar, porque 30 dias depois vai para execução fiscal, penhora, etc.
Vou ao banco onde tenho conta, recebo o ordenado, etc.. O banco diz-me que só me dá a garantia bancária se eu lá tiver o mesmo valor depositado a prazo, cativo, para garantir a garantia...Portanto, como não tenho dinheiro depositado, não tenho garantia.
Volto às finanças, conto o sucedido e digo que posso pagar de imediato 2.000 euros, no mês seguinte mais 2.000 e no 3º mês os restantes 1.000 euros mais as despesas e pronto, fica saldado. Resposta: pode fazer isso, mas não impede que o processo siga para a penhora de bens, do ordenado, do carro, das contas bancárias...
Não percebo porque fazem estas leis que supostamente só facilitam o pagamento a quem tem dinheiro disponível no banco, e não pagou porque não lhe apeteceu. Por outro lado, quem quer pagar, mas de acordo com as suas possibilidades, vê-se impossibilitado devido a este tipo de exigências.
Mas não tinham falado num Simplex qualquer?




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